A manjerona tem um aroma quente e adocicado. Lembra o orégano, mas é mais suave e redonda no sabor. No Brasil, costuma ser cultivada em vasos na varanda e em canteiros quentes e bem drenados, já que não tolera geadas fortes. Com seu caráter suave e aromático, é uma adição elegante tanto para carnes quanto para legumes e cogumelos.

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Tempo estimado de leitura: 7 minutos
O que é a manjerona?
A manjerona é uma erva aromática da família das lamiáceas. O nome científico é Origanum maioorana. Também é chamada de manjerona-doce. O sabor é suave, aromático e levemente balsâmico, com notas de pinho e cítricos. Muita gente a conhece de linguiças, pizza e da cozinha mediterrânea.
A planta é baixa e compacta, com 20 a 40 cm de altura. As folhas são pequenas, ovaladas e macias, com uma cor verde-acinzentada, e toda a planta é levemente aveludada. Os caules são finos e se ramificam a partir da base. No verão, ela produz pequenas flores brancas a rosa-claro, reunidas em cabeças densas que atraem abelhas e sirfídeos.
A manjerona é próxima parente do orégano (Origanum vulgare). Na linguagem cotidiana, os nomes costumam ser confundidos, e a chamada “manjerona selvagem” é, na verdade, orégano. A manjerona raramente tolera geadas fortes e, por isso, em regiões de clima mais frio costuma ser cultivada como planta anual. Ela se adapta bem a vasos, canteiros elevados e a um cantinho quente junto a uma parede voltada para o sol.
História e origem
Antiguidade e Idade Média
A manjerona tem raízes no leste do Mediterrâneo e já era conhecida na Antiguidade. Os gregos a usavam em coroas e como planta aromática, enquanto os romanos a utilizavam na cozinha. Na Idade Média, chegou ao norte da Europa por meio dos jardins de mosteiros, onde era cultivada como erva medicinal e culinária.
A manjerona na Dinamarca
Na Dinamarca, a manjerona é mencionada em livros de ervas desde o século XVI e teve seu lugar em antigas hortas e jardins de solares, onde era cultivada por seu aroma e sabor. Hoje em dia, é vista em hortas caseiras, estufas e varandas, encaixando-se bem no novo interesse por ervas aromáticas cultivadas em casa. Muitos viveiros dinamarqueses a vendem em pequenos vasos de abril a junho, enquanto nos supermercados ela costuma ser encontrada como tempero seco o ano todo.
Sabor e aroma
O sabor é doce, quente e aromático, menos picante que o orégano. A manjerona arredonda o sabor de tomate, couve e cebola, e dá profundidade a cogumelos e legumes grelhados. Combina bem com carne de porco, almôndegas, vitela e frango, e pode realçar sopas de peixe em pequenas quantidades.
O sabor se desenvolve melhor em gordura, por isso funciona bem em manteiga, azeite e creme de leite. Evite exagerar na quantidade, pois o sabor pode ficar chato e empoeirado. Adicione a erva no final do preparo e deixe-a entrar em contato com gordura para abrir o aroma.
Boas combinações
- Batata, cenoura e aipo
- Tomate, pimentão e berinjela
- Cebola, alho e alho-poró
- Cogumelos, cevada e espelta
- Limão, vinagre suave, manteiga e creme de leite
Uso culinário
A manjerona traz notas quentes e redondas que realçam carnes, cogumelos e legumes. Como o sabor é suave, ela funciona bem em pratos que exigem delicadeza. Use-a em carne moída, almôndegas, linguiças e ensopados, onde combina especialmente bem com porco, vitela e frango. Também vai bem com batatas, raízes e repolho branco.
A manjerona tolera melhor o calor do que o manjericão, mas não deve cozinhar por muito tempo. Adicione-a perto do final do preparo. As folhas secas são mais concentradas, então use uma quantidade menor do que usaria com manjerona fresca.
Na cozinha brasileira
Na cozinha brasileira, a manjerona combina bem com cogumelos, batatas novas e molhos de manteiga. Ela dá profundidade a legumes grelhados e a saladas de grãos com cevada ou espelta. Aqui vão algumas ideias simples (sem receitas completas):
- Misture manjerona bem picada na manteiga e regue sobre batatas novas.
- Tempere carne moída com manjerona, alho e pimenta.
- Adicione manjerona ao molho de tomate pouco antes de servir.
- Misture cogumelos salteados com manjerona e limão.
- Prepare um azeite com manjerona para marinar frango.
Internacionalmente
A manjerona é muito usada na charcutaria, especialmente em temperos para linguiças. Ela entra em misturas para pizza e massas como um contraponto mais suave ao orégano e ao tomilho. Na cozinha mediterrânea, é um tempero clássico para pratos de tomate e carne de cordeiro, onde seu caráter doce e redondo equilibra os sabores mais fortes.
Cultivo e colheita no Brasil
A manjerona adora sol e calor. Escolha um local com sol pleno, no mínimo 6 a 8 horas por dia. O solo deve ser leve e bem drenado; terra de jardim misturada com areia é ideal, e o pH deve ser neutro a levemente básico. Evite solos argilosos e pesados com água parada, pois o solo encharcado causa apodrecimento. O aroma e o sabor ficam mais intensos em solo pobre, então evite adubar demais.
Como cultivar manjerona
Tempo total: 12-16 semanas
- Pré-germinação
Comece as mudas dentro de casa no início da primavera, a 18-22 graus. As sementes precisam de luz, então cubra-as muito levemente ou nem cubra. O tempo de germinação é de 10 a 20 dias.
- Repicagem
Quando as mudas tiverem 2-3 folhas, transplante-as para vasos pequenos com terra leve e boa drenagem.
- Endurecimento e transplante
Endureça as mudas colocando-as ao ar livre, em local protegido, durante o dia, por 5-7 dias, aumentando o tempo gradualmente. Transplante para o local definitivo depois que passar o risco de geada, com 20-25 cm de espaçamento.
- Cuidados e colheita
Regue de forma regular mas moderada, deixando a superfície secar entre as regas. Belisque as pontas para estimular o crescimento denso, e colha antes da floração completa.
Protegendo em vaso no inverno
A manjerona não é totalmente resistente ao frio nas regiões mais frias do Brasil. Trate-a como planta anual ou como planta de vaso que é recolhida para dentro de casa. Ela pode suportar um inverno ameno com cobertura seca, mas o ideal é levar os vasos para um ambiente livre de geadas, com 5-10 graus e boa luminosidade. Evite regar demais no inverno. Use vasos com furo de drenagem e uma camada de argila expandida, e deixe o vaso em um local protegido e ensolarado, onde o abrigo garante temperatura mais alta e sabor mais intenso.
Armazenamento
Colha pouco antes da floração para obter o máximo de aroma, e corte pela manhã, quando as folhas já estiverem secas e cheias de óleo, depois que o orvalho tiver secado. Use uma tesoura afiada e corte as pontas dos brotos, para estimular a ramificação. Deixe sempre um pouco de folhagem na planta.
Secagem e congelamento
- Para uso fresco, lave as folhas levemente e seque-as com papel toalha.
- Amarre pequenos buquês e pendure-os em um local seco, escuro e arejado, ou seque em desidratador em fogo baixo.
- Guarde a manjerona seca em potes bem fechados, longe da luz e do calor; a validade é de 6 a 12 meses.
- Congele as folhas picadas em pequenas porções em formas de gelo com um pouco de óleo ou água.
- Prepare um óleo aromatizado deixando manjerona limpa e seca em infusão em óleo neutro por 2-3 semanas, depois coe e guarde na geladeira.
Confusões e qualidade
Possíveis confusões
A manjerona é frequentemente confundida com o orégano, também chamado de “manjerona selvagem”. O orégano tem um sabor mais forte e picante, e suas folhas costumam ser mais verdes e com textura mais coriácea. A manjerona tem folhas mais macias, verde-acinzentadas, mais ovaladas e finamente aveludadas, e seu aroma é mais doce e redondo.
Outra confusão comum é com o hissopo-anis (Agastache foeniculum), que tem aroma de anis e alcaçuz e folhas maiores e serrilhadas. A manjerona não tem aroma de anis. Confira o aroma – esse é o método mais seguro.
Compra e qualidade
A manjerona fresca é encontrada na época em centros de jardinagem e feiras no Brasil. Procure plantas compactas, com muitos brotos e folhas firmes, sem manchas. Evite plantas que já estejam em plena floração, se o seu interesse principal forem as folhas. A manjerona seca é encontrada na maioria dos supermercados – escolha embalagens pequenas com data de colheita e envase, e guarde sempre em local escuro e fresco.
Saúde e tradição
A manjerona é rica em óleos aromáticos, entre eles carvacrol e terpenos. Na tradição, é mencionada como digestiva e acredita-se que pode aliviar o inchaço e as cólicas estomacais, sendo também usada em bebidas quentes para aliviar sintomas de resfriado. A pesquisa moderna, porém, é cautelosa em suas conclusões, já que a maioria dos estudos é pequena e mostra tendências, não provas definitivas.
Para a maioria das pessoas, as quantidades culinárias são seguras. Use o bom senso e evite grandes quantidades de óleo essencial. Gestantes e lactantes devem ter cautela com suplementos à base de manjerona, e pessoas com alergias conhecidas à família das lamiáceas devem testar com cuidado. Procure orientação de um profissional de saúde em caso de doença. Isto não é aconselhamento médico.
Uso tradicional
Na medicina popular, a manjerona era usada como chá suave para problemas estomacais, resfriados e leve inquietação. Nos jardins de mosteiros, era usada como planta aromática em sachês, e feixes secos eram pendurados na cozinha tanto pelo aroma quanto para afastar insetos. Fontes dinamarquesas dos séculos XVIII e XIX destacam seu caráter suave, e ela era vista como uma erva “amigável”. Hoje, a tradição continua viva como chá de ervas suave, muitas vezes misturado com tomilho ou sálvia.
Experimente esta receita
A manjerona é uma erva clássica para pizza, trazendo um contraponto mais suave ao orégano. Polvilhada sobre uma pizza fresca perto da hora de servir, seu aroma doce e aromático se abre lindamente com o calor. Experimente na nossa Pizza de frango com pesto na airfryer, onde a manjerona arredonda o pesto e o frango sobre uma base crocante.
Equipamentos e produtos
Manjerona e tomate formam uma dupla clássica. Se você tiver uma boa base de tomate à mão, já resolveu metade do molho para pizza ou massa. O Tomate Frito Solís é um molho de tomate espanhol, levemente caramelizado, que fica ainda mais redondo com um toque de manjerona adicionado pouco antes de servir.
Perguntas frequentes
Não é garantido em céu aberto nas regiões mais frias. Em vasos, pode passar o inverno em ambiente livre de geadas e iluminado, entre 5 e 10 graus, com rega moderada. Nas regiões mais frias, o melhor é cultivá-la como planta anual.
Meia-sombra leve é tolerável, mas o sabor fica mais fraco. Para o melhor aroma, é preciso sol pleno por pelo menos 6 a 8 horas diárias.
A manjerona tem sabor mais doce, suave e redondo, com folhas macias e verde-acinzentadas. O orégano é mais forte e picante, com folhas mais verdes e coriáceas. Eles são parentes próximos, e o orégano também é chamado de manjerona selvagem.
Dê sol pleno, solo pobre e bem drenado, além de rega moderada, e colha antes da floração completa. Adicione a erva no final do preparo, para preservar o aroma.
As quantidades culinárias costumam ser tranquilas. Evite grandes doses de óleo essencial, e procure orientação de um profissional de saúde em caso de doença ou gravidez.
Veja também: Orégano (Origanum vulgare), Tomilho (Thymus vulgaris), Sálvia (Salvia officinalis).
Fatos sobre a manjerona
| Campo | Valor |
|---|---|
| Nome em português | Manjerona |
| Nome científico | Origanum maioorana |
| Família | Lamiáceas (Lamiaceae) |
| Tipo de planta | Anual em climas frios / perene em climas quentes |
| Altura | 20-40 cm |
| Resistência ao frio | Não é totalmente resistente a geadas; melhor em ambiente livre de geadas |
| Luz | Sol pleno |
| Solo | Leve, bem drenado, neutro a levemente básico |
| Semeadura/plantio | Pré-germinação no início da primavera; transplante após o risco de geada |
| Floração | Verão |
| Colheita | Verão; antes da floração completa |
| Sabor | Doce, quente, nota suave de orégano |
| Uso culinário | Carne moída, linguiças, ensopados, cogumelos, batatas |
| Armazenamento | Seca em vidro bem fechado; congelada em pequenas porções |